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Meio Ambiente

Em liberdade e monitorada: onça resgatada em incêndio do Pantanal é devolvida à natureza

Recuperada, com 87 quilos, e monitorada, a onça macho resgatada em novembro do ano passada e trazida para o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) foi devolvida a seu habitat natural na tarde desta quinta-feira (21). De novo na Serra do Amolar, exatamente na mesma região em que foi encontrada, o animal, por meio de um colar de monitoramento, terá sua reintegração à natureza acompanhada.

Na véspera de voltar ao seu habitat, onça pintada passa por exames e ganha colar

Os veterinários do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) montaram uma operação especial para os últimos procedimentos médicos e a soltura da onça. Na tarde dessa quarta-feira (20) o animal foi sedado e recolhidas amostras de sangue para exames. A pesagem mostrou uma recuperação excelente, na avaliação do responsável técnico do CRAS, veterinário Lucas Cazati. “Está com 87 quilos, praticamente dobrou o peso desde que chegou aqui”, conta.

Ozonioterapia ajuda na recuperação de onça ferida em incêndio no Pantanal

O tratamento de ozonioterapia é feito em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e está sendo ministrado pelos professores Breno Fernandes Barreto e Verônica Borges Babo, que acompanham a evolução da saúde do animal. Além das feridas nas patas, a onça estava muito debilitada e desde que chegou ao CRAS tem recebido alimentação balanceada e já ganhou cerca de 8 quilos.

Imasul realiza 3ª semana de Webinar sobre Gestão das Águas nas Bacias Hidrográficas de MS

A programação desta semana é coordenada pelo CBH Ivinhema – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ivinhema e contará com as palestras: Conservação de Água e Solo e Adequação de Estradas Rurais, com Oscar Serrou Camy Junior, Engenheiro Agrônomo da Agraer de Coxim; e as Ações da Câmara Técnica de Conservação de Água e Solo, com Paulo Sérgio Gimenez, Engenheiro Agrônomo da Agraer de Bonito, mediada pelo presidente do CBH Ivinhema, Sidenei Ambrósio Tambosi.

Exames mostram que onças feridas em incêndio no Pantanal também haviam sido baleadas

A necropsia feita na onça pintada que faleceu horas depois de chegar ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) tinha um projetil de arma de fogo alojado na região do tórax. O tiro não foi recente, conclui o veterinário do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Lucas Cazati, responsável técnico do CRAS. “Deve ter ocorrido há uns três meses.” Entretanto, pode ter contribuído para a morte do animal, que já apresentava função pulmonar debilitada.