Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses
Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses, puxada por Petrobras e petróleo. Dólar cai para R$ 5,15 com alta de 6,12% no ano.
A bolsa brasileira fechou em alta de 1,3% nesta terça-feira (1º), aos 179.722,48 pontos, atingindo o maior nível em quase quatro meses. O dólar comercial caiu 0,54%, vendido a R$ 5,153, acumulando baixa de 6,12% no ano. O movimento foi puxado pela alta internacional do petróleo, que favoreceu os ativos brasileiros, com a Petrobras entre os principais destaques do Ibovespa.
O petróleo subiu com força após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã, elevando preocupações sobre a oferta global. O WTI fechou em alta de 5,2%, a US$ 90,22 por barril; o Brent avançou 4,6%, a US$ 94,65. A valorização da commodity beneficiou as ações da Petrobras, com papéis preferenciais subindo 4,11% e ordinárias avançando 4,14%. A companhia também anunciou aumento de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV).
O dólar começou o dia em alta, chegando a R$ 5,20 após a divulgação do PIB brasileiro do segundo trimestre, que mostrou desaceleração da economia. O crescimento foi de 0,5% no trimestre, ante 1,1% no primeiro, reforçando expectativas de novos cortes na Selic, atualmente em 14% ao ano. Ao longo da manhã, porém, a moeda perdeu força e passou a operar em baixa, acompanhando outras divisas emergentes. No exterior, o índice DXY subia 0,27%, aos 99,681 pontos.
A produção brasileira de petróleo bateu recorde em julho: 4,5 milhões de barris por dia, segundo a ANP. Já o mercado acionário registrou saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro na última sessão de agosto, com saldo negativo de quase R$ 18,6 bilhões no acumulado do mês. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,71%, contrastando com o pessimismo nos Estados Unidos.
A letra miúda: a alta da bolsa veio do petróleo, não da economia doméstica. O PIB mais fraco pode até trazer Selic menor, mas isso tende a reduzir a atratividade do Brasil para estrangeiros. Quem planta sabe: juros baixos ajudam o crédito, mas o câmbio e o preço das commodities ainda mandam no curto prazo.