# Brasil e EUA definem data de reunião para discutir tarifaço

> Brasil e EUA agendaram para segunda-feira (31) uma reunião virtual entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial americano. O encontro retoma o diálogo após tarifas que impactam US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. A pauta principal é o tarifaço imposto pelo governo norte-americano.

*Revista Vida Rural · Safra e Produção · 25 de agosto de 2026 · Aparecida Sales*

Brasil e EUA marcaram para segunda-feira (31) uma reunião virtual entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial americano. O encontro retoma o diálogo após tarifas que atingem US$ 6,6 bilhões em exportações.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, se reúnem na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. O encontro será virtual, confirmou o ministério à Agência Brasil. A pauta: o tarifaço americano sobre produtos brasileiros, que já atinge cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações nacionais, segundo levantamento do Mdic.

A retomada das tratativas foi acertada num telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na sexta-feira (21). A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, foi cordial. Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial. Na ligação, Lula defendeu a retomada das negociações e chamou de infundadas as justificativas dos EUA para as tarifas. Trump concordou em manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes.

O que está em jogo para quem produz? Em julho, o USTR impôs sobretaxa de 25% sobre vários produtos brasileiros, após cerca de um ano de análise. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas e outros manufaturados. Uma sobretaxa adicional de 12,5% veio na sequência, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes contra trabalho forçado. Entre os argumentos americanos também estão desmatamento, propriedade intelectual, Pix e acordos preferenciais.

O Brasil já acionou a OMC, pedindo consultas no sistema de solução de controvérsias, e os EUA aceitaram participar. Desde o início das taxações, o governo brasileiro reforça que os EUA são superavitários na relação bilateral, ou seja, vendem mais do que compram. Na nota sobre o processo de reciprocidade econômica, o governo afirma que seguirá atuando para reduzir os danos das tarifas à economia e à renda dos brasileiros. Para o produtor, a reunião de segunda é um primeiro passo concreto: o diálogo volta à mesa, e o efeito prático, como queda ou manutenção das taxas, ainda depende dos próximos encontros entre as equipes.

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Fonte (canonical): https://www.revistavidarural.com.br/safra-e-producao/brasil-eua-definem-data-reuniao-discutir-tarifaco/
