# Orçamento 2027: investimentos somam R$ 133,8 bilhões

> O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reserva R$ 133,8 bilhões para investimentos, montante 20% superior ao previsto para 2026. O valor consta no texto enviado ao Congresso Nacional. A proposta detalha alocações por ministérios e áreas prioritárias, com ênfase em infraestrutura e programas sociais.

*Revista Vida Rural · Safra e Produção · 01 de setembro de 2026 · Gustavo Della Coletta*

O projeto da Lei Orçamentária Anual de 2027 reserva R$ 133,8 bilhões para investimentos, 20% acima do previsto para 2026. Entenda os números do PLOA.

A equipe econômica do governo enviou nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, com previsão de R$ 133,8 bilhões em investimentos. O montante representa aumento frente aos R$ 110,8 bilhões destinados ao Orçamento de 2026.

O projeto do Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos, segundo o PLOA enviado ao Congresso. O valor supera os R$ 110,8 bilhões de 2026 e fica R$ 45,1 bilhões acima do piso mínimo exigido pelo arcabouço fiscal.

Desse total, R$ 87,9 bilhões correspondem a despesas primárias e R$ 45,9 bilhões a inversões financeiras, que incluem subsídios para programas habitacionais. O arcabouço fiscal determina piso de R$ 88,7 bilhões para investimentos em 2027, equivalente a 0,6% do PIB, o que deixa a proposta com folga de R$ 45,1 bilhões.

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) concentrará R$ 61,5 bilhões em 2027, considerando despesas primárias e financeiras. Os recursos financiarão obras de transporte, energia, habitação e outras áreas estratégicas, conforme o texto.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a capacidade de investimento do governo aumentou na proposta, embora ainda esteja abaixo do necessário para sustentar crescimento mais acelerado. "Mesmo quando considera só investimento primário, ampliamos nossa capacidade [de investimento no PLOA]. É um espaço que ainda precisa crescer, porque aumenta nossa capacidade produtiva", disse.

O aumento dos investimentos foi possível, em parte, pelo controle das despesas obrigatórias e pela aplicação dos mecanismos de contenção da legislação fiscal. A proposta prevê redução da participação dessas despesas na economia, de 17,5% para 17,3% do PIB, e de 92,4% para 91,7% na despesa primária total. Em contrapartida, incorpora despesa de 0,2 ponto percentual do PIB para o novo Fundo de Compensação a Estados e Municípios, criado pela reforma tributária.

O crescimento ocorre dentro das regras do arcabouço fiscal, que permite alta anual de até 2,5% acima da inflação, condicionada às receitas. Para Moretti, apesar do avanço, o volume ainda é insuficiente diante das necessidades de infraestrutura e expansão produtiva do país.

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Fonte (canonical): https://www.revistavidarural.com.br/safra-e-producao/orcamento-2027-preve-r-1338-bilhoes-investimentos/
