# Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

> O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais, conforme dados do IBGE. Alimentação lidera em número de vagas, enquanto transporte dutoviário oferece os maiores salários. A informação reflete a estrutura ocupacional e a disparidade salarial dentro do setor.

*Revista Vida Rural · Safra e Produção · 27 de agosto de 2026 · Sebastião Quirino*

O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais, segundo o IBGE. Alimentação lidera em vagas; transporte dutoviário paga os maiores salários.

O setor de prestação de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento abrange áreas como educação, advocacia, imobiliárias, restaurantes, tecnologia da informação e transportes, mas exclui bancos.

O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais, segundo o IBGE. As empresas pesquisadas somaram receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao PIB. Por causa de mudança de metodologia, o IBGE interrompeu a série histórica, impedindo comparações com edições anteriores.

O ramo de alimentação é o maior empregador, com 1,9 milhão de pessoas, 11,7% da mão de obra. Em seguida, serviços técnico-profissionais, com 1,8 milhão e 11,2%. O salário médio do setor era 2,2 mínimos, com o mínimo a R$ 1.412. O transporte dutoviário lidera a remuneração, com média de 21,1 mínimos, mais de três vezes a do transporte aquaviário (6,9 mínimos). O analista Marcelo Miranda atribui o destaque à "exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade".

A atividade campeã de vagas, alimentação, pagou média de 1,4 mínimo. Serviços técnico-profissionais recebiam 2,56 mínimos. O IBGE destaca que os serviços adicionam mais de R$ 2 trilhões ao PIB, então em R$ 11,7 trilhões. "Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país", afirma Miranda.

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