Vendas no varejo crescem 0,1% de abril para maio, diz IBGE
As vendas no varejo brasileiro cresceram 0,1% de abril para maio de 2026, segundo o IBGE. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, mostra estabilidade no setor, com destaques positivos para supermercados e combustíveis.
Vendas no varejo crescem 0,1% de abril para maio, diz IBGE
O IBGE divulgou nesta quinta-feira que as vendas no varejo brasileiro cresceram 0,1% de abril para maio de 2026, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). O resultado, praticamente estável, interrompe uma sequência de quedas mensais observadas desde fevereiro. A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE aponta que o volume de vendas no varejo brasileiro cresceu 0,1% de abril para maio de 2026. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, mostra uma estabilidade no setor, com altas em supermercados e combustíveis compensando quedas em outros segmentos.
Crescimento de 0,1% no varejo: o que diz o IBGE
O índice de vendas no varejo restrito, que exclui veículos e materiais de construção, subiu 0,1% na comparação com abril. Segundo o IBGE, o dado foi influenciado pelo avanço de 0,8% no setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O segmento de combustíveis e lubrificantes também cresceu 0,5% no período.
"O resultado de maio mostra uma recuperação parcial após dois meses de queda", afirmou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, em nota. "A alta nos supermercados reflete a inflação de alimentos, que pressiona o consumo das famílias."
Varejo ampliado: veículos e materiais de construção
No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, e materiais de construção, o crescimento foi de 0,3% de abril para maio. O setor de veículos subiu 1,2%, puxado por financiamentos mais baratos. Já materiais de construção caíram 0,4%, refletindo a desaceleração do setor imobiliário.
Comparação com maio de 2025: estabilidade
Na comparação com maio de 2025, o volume de vendas no varejo restrito ficou estável (0,0%). O IBGE destaca que, no acumulado de janeiro a maio de 2026, o crescimento é de 0,8% em relação ao mesmo período de 2025. O varejo ampliado acumula alta de 1,1% no ano.
Setores em queda no mês
Nem todos os setores acompanharam o crescimento. Segundo a PMC, as vendas de tecidos, vestuário e calçados caíram 1,3% de abril para maio. O segmento de móveis e eletrodomésticos recuou 0,9%, pressionado pelo endividamento das famílias.
Impacto da inflação e dos juros no varejo
A inflação acumulada em 12 meses encerrou maio em 4,2% (IBGE, IPCA mensal, mai/2026), o que reduz o poder de compra das famílias. A Selic, por sua vez, encerrou maio em 9,75% ao ano (Banco Central, maio/2026), patamar que encarece o crédito ao consumidor. Esses dois fatores explicam a desaceleração nas vendas de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos.
O que esperar para os próximos meses
Especialistas consultados pelo mercado projetam crescimento moderado para o varejo no segundo semestre, com a queda gradual dos juros e a melhora do mercado de trabalho. O IBGE divulgará o dado de junho no dia 12 de agosto.
Perguntas Frequentes
O que significa o crescimento de 0,1% no varejo?
Significa que o volume de vendas no comércio varejista brasileiro subiu 0,1% de abril para maio de 2026, segundo o IBGE. É um resultado de estabilidade.
Quais setores puxaram o crescimento?
Os setores de supermercados e combustíveis foram os principais responsáveis pela alta, com crescimentos de 0,8% e 0,5%, respectivamente.
O varejo está crescendo na comparação anual?
Na comparação com maio de 2025, o varejo restrito ficou estável. No acumulado do ano, cresce 0,8%.
Como a inflação afeta as vendas no varejo?
A inflação de 4,2% em 12 meses reduz o poder de compra das famílias, especialmente em alimentos e combustíveis, que pressionam o orçamento.
Quando sai o próximo dado do IBGE?
O IBGE divulga o resultado de junho de 2026 no dia 12 de agosto.
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