Sustentabilidade

Caixa entra em greve nacional; BB tem paralisação parcial

ResumoFuncionários da Caixa Econômica Federal iniciaram greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), enquanto a paralisação no Banco do Brasil ocorre de forma parcial nas bases sindicais que rejeitaram a proposta apresentada à categoria. Os bancos públicos enfrentam mobilização por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Funcionários da Caixa iniciaram greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), enquanto a paralisação no Banco do Brasil ocorre de forma parcial nas bases que rejeitaram a proposta da categoria.

Sebastião Quirino
Sebastião Quirino Repórter Sênior de Política Agrícola · 10 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Caixa entra em greve nacional; BB tem paralisação parcial

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.

A Caixa entrou em greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), após mais de 90% das bases rejeitarem a proposta do banco. No Banco do Brasil, a paralisação é parcial, restrita às bases sindicais que rejeitaram a Convenção Coletiva de Trabalho assinada na quarta-feira (9).

As mobilizações ocorrem após meses de negociações entre bancos e representantes dos trabalhadores. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para a categoria bancária em todo o país.

O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também incide sobre benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. A nova CCT tem vigência até 31 de agosto de 2028 e abrange cerca de 414 mil bancários de aproximadamente 3,6 mil municípios. Ao todo, 171 bancos integram a convenção, assinada por 245 entidades sindicais.

O que trava a negociação na Caixa

No caso da Caixa, os bancários cobram pontos negociados nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos com o banco. Os empregados rejeitaram a proposta de renovação do ACT e decidiram pela greve nacional. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico negociados desde junho. Entre os temas em discussão estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que rege a segurança e a saúde no ambiente profissional; o combate a metas de trabalho abusivas; e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis.

A Caixa retomou as negociações com representantes dos funcionários e marcou uma nova rodada para esta quinta-feira (10). A orientação das entidades sindicais, porém, é manter a paralisação até que eventuais avanços sejam submetidos novamente às assembleias. Em nota, a Caixa afirmou que "mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas".

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, houve 13 rodadas de negociação em mais de dois meses, que resultaram na assinatura da nova CCT.

BB: paralisação restrita a algumas bases

No Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. A paralisação ocorre nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria. Entre as localidades que não aprovaram o CCT, estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram a convenção, que já foi assinada.

O BB informou que participa da mesa geral de negociação da Fenaban e também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para discutir questões próprias dos funcionários da instituição. Em nota, o banco afirmou que "para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país".

O que muda para o cliente

A paralisação das agências não suspende, por si só, o pagamento de benefícios. Serviços que possam ser realizados pelos canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto atendimentos que dependam de uma agência podem ser afetados pela adesão dos funcionários à greve.

Durante a paralisação, Caixa e Banco do Brasil orientam os clientes a priorizar os canais digitais e os serviços de autoatendimento.

A Caixa informou que continuam disponíveis o aplicativo Caixa, o internet banking, o WhatsApp Caixa, o Caixa Tem e outros aplicativos da instituição. Os clientes também podem usar caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico da Caixa está disponível pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

No Banco do Brasil, permanecem disponíveis o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp. Os telefones informados pelo banco são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.

Para quem depende de crédito agrícola e de repasses de custeio, a orientação prática é antecipar operações que exijam assinatura presencial em agência, já que a greve na Caixa é nacional e sem data para terminar. calendário de custeio da safra

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