Sustentabilidade

Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável

ResumoO dólar comercial fechou a R$ 5,07 nesta terça-feira (21), registrando o menor nível em mais de um mês. A queda foi influenciada pelos juros altos no Brasil e pela alta internacional do petróleo. O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve recuo de 0,03%, aos 173.325,65 pontos.

O dólar comercial fechou em queda nesta terça-feira (21), no menor nível em mais de um mês, influenciado pelos juros altos no Brasil e pela alta internacional do petróleo. O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve recuo de 0,03%, aos 173.325,65 pontos.

Sebastião Quirino
Sebastião Quirino Repórter Sênior de Política Agrícola · 22 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável

Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável

O dólar comercial recuou 0,31% nesta terça-feira (21) e fechou a R$ 5,073, o menor patamar desde 15 de junho. O movimento foi sustentado pelos juros altos no Brasil e pela alta internacional do petróleo, que favorece moedas de países exportadores da commodity. O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, após oscilar entre perdas e ganhos durante todo o pregão.

Por que o dólar caiu com juros altos e petróleo em alta?

A queda do dólar nesta terça-feira (21) reflete dois movimentos simultâneos que o mercado de câmbio já conhece de outros ciclos. O primeiro é a manutenção dos juros domésticos em patamares elevados, que continuam atraindo operações de carry trade, transferência de capitais financeiros de economias avançadas para o Brasil, para aproveitar a diferença de taxas. O segundo é a alta do petróleo, que melhora os termos de troca para o Brasil, exportador líquido da commodity.

O real teve o segundo melhor desempenho entre moedas emergentes no dia, atrás apenas do peso colombiano. No acumulado do ano, a moeda americana registra queda de 7,57% em relação ao real.

Apesar de novas incertezas envolvendo a guerra entre Estados Unidos e Irã e do anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos canadenses, o mercado de câmbio mostrou volatilidade limitada ao longo da sessão.

Como o petróleo influenciou o câmbio e a bolsa?

Impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, o petróleo avançou pela terceira sessão consecutiva. O Brent, referência para a Petrobras, avançou 2%, para US$ 91,01 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 2,25%, encerrando a US$ 84,34.

Os preços continuaram pressionados pelas ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, na saída do Mar Vermelho. A rota é estratégica para o transporte mundial de petróleo. Com o Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, bloqueado, o mercado também acompanhou novas ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de interrupções no fluxo global de petróleo, mantendo elevado o prêmio de risco do produto.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a valorização do petróleo e ajudaram a limitar as perdas do índice. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 1,43%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 1,24%.

Ibovespa: por que a bolsa ficou estável enquanto exterior subiu?

O desempenho da Bolsa brasileira voltou a destoar do exterior. Em Nova York, os principais índices acionários encerraram o dia em alta, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia, enquanto o mercado doméstico permaneceu pressionado pelas incertezas geopolíticas e pelo baixo volume de negócios.

A liquidez permaneceu reduzida, com giro financeiro de R$ 17,9 bilhões, bem abaixo da média diária registrada neste ano. O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, após oscilar entre perdas e ganhos durante todo o pregão.

O que esperar do câmbio e da bolsa nos próximos dias?

A combinação de juros altos no Brasil e petróleo em alta tende a manter o real valorizado no curto prazo, mas a letra miúda do cenário externo continua pesando. As tensões no Oriente Médio, com o bloqueio do Estreito de Ormuz e as ofensivas entre Estados Unidos e Irã, mantêm o prêmio de risco elevado sobre o petróleo. Qualquer escalada pode reverter rapidamente o movimento de queda do dólar.

No mercado doméstico, o baixo volume de negócios, R$ 17,9 bilhões nesta terça-feira, indica que o investidor institucional ainda está cauteloso. A bolsa, que acumulou a quinta queda seguida, depende de um catalisador externo ou de um sinal mais claro sobre a política fiscal para retomar o fôlego.

Perguntas Frequentes

O dólar fechou a quanto nesta terça-feira (21)?

O dólar comercial fechou a R$ 5,073, com queda de 0,31%.

Qual foi o menor nível do dólar em um mês?

O dólar atingiu o menor nível desde 15 de junho, quando fechou a R$ 5,0727, segundo dados do Banco Central.

O Ibovespa subiu ou caiu nesta terça-feira?

O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos.

Por que o petróleo subiu nesta terça-feira?

O petróleo subiu pela terceira sessão consecutiva, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, com ameaças do grupo Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb e novas ofensivas entre Estados Unidos e Irã.

O que é carry trade?

Carry trade é a transferência de capitais financeiros de economias avançadas para países como o Brasil, para aproveitar a diferença de taxas de juros.

Qual foi o giro financeiro da bolsa nesta terça-feira?

O giro financeiro foi de R$ 17,9 bilhões, bem abaixo da média diária registrada neste ano.

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