Sustentabilidade

Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda do petróleo

ResumoO dólar comercial fechou a segunda-feira (27) no maior valor em duas semanas, cotado a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A valorização da moeda americana foi impulsionada pela queda de mais de 6% do petróleo Brent, que pressionou ativos de risco e commodities brasileiras.

O dólar fechou a segunda-feira (27) no maior valor em duas semanas, pressionado pela queda do petróleo. A cotação subiu 0,62%, a R$ 5,113, enquanto o petróleo Brent despencou mais de 6%. Entenda como isso afeta o consumidor.

Aparecida Sales
Aparecida Sales Repórter de Agricultura Familiar · 27 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda do petróleo

Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda do petróleo

O mercado financeiro terminou a segunda-feira (27) em direções opostas. O dólar voltou a subir e atingiu o maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. A bolsa avançou, sustentada por ações de bancos e de mineradoras.

No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores sobre interrupções na oferta global da commodity (bem primário com cotação internacional).

O dólar à vista encerrou esta segunda vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A cotação está no maior nível desde o último dia 13.

Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

Por que o dólar subiu com a queda do petróleo?

A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que reduz a atratividade da moeda brasileira por afetar os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto.

Além disso, o mercado acompanhou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira, e continuou monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político doméstico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.

O que isso significa para o consumidor?

Para quem vai viajar para o exterior ou comprar produtos importados, a alta do dólar pesa no bolso. Itens como eletrônicos, remédios importados e passagens aéreas tendem a ficar mais caros. Já quem recebe em dólar ou tem investimentos atrelados à moeda pode se beneficiar.

O produtor rural que depende de insumos importados, como fertilizantes e defensivos, também sente o impacto. Por outro lado, exportadores de commodities, como soja e carne, ganham competitividade com o dólar mais alto.

Ibovespa sobe com ações de bancos e mineradoras

Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco.

O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões.

O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas.

O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.

Petróleo despenca: Brent cai 6,33% e WTI recua 7,50%

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada.

O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.

A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países.

O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.

Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.

Perguntas Frequentes

O dólar vai continuar subindo?

A trajetória do dólar depende de fatores como a política monetária do Fed, o cenário geopolítico no Oriente Médio e as tarifas comerciais dos EUA. O mercado segue volátil.

Como a queda do petróleo afeta o dólar?

O Brasil é exportador de petróleo. Quando o preço cai, os termos de troca do país pioram, reduzindo a entrada de dólares e pressionando a moeda brasileira.

O que significa o índice DXY?

O DXY mede o valor do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, como euro e iene. Sua alta indica fortalecimento global da moeda americana.

Quando será a próxima decisão do Fed?

A reunião do Federal Reserve está marcada para quarta-feira, 29 de julho. O mercado espera sinais sobre os próximos passos da política de juros nos EUA.

A bolsa pode continuar subindo?

O Ibovespa encontrou suporte em ações de bancos e mineradoras, mas a volatilidade do petróleo e o cenário externo podem trazer oscilações.

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