# Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios

> O Orçamento de 2027 prevê aporte de R$ 6 bilhões aos Correios, conforme acordo de financiamento firmado em 2025. A medida integra o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso em 31 de março. A estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre, motivando a injeção de capital para reequilíbrio financeiro.

*Revista Vida Rural · Sustentabilidade · 31 de agosto de 2026 · Gustavo Della Coletta*

O governo federal vai prever aporte de R$ 6 bilhões no caixa dos Correios em 2027, como parte do acordo de financiamento firmado no fim de 2025. A medida constará no PLOA enviado ao Congresso nesta segunda (31), após a estatal registrar prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segun

O governo federal vai prever um aporte de R$ 6 bilhões no caixa dos Correios em 2027, como parte do acordo de financiamento firmado pela estatal no fim de 2025 e do plano de reestruturação da empresa. O valor será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). A medida ocorre após a estatal registrar prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026.

A previsão foi confirmada em nota conjunta dos ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento. Segundo a nota, o montante está relacionado às condições do contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado pelos Correios com cinco bancos em dezembro de 2025: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander, com garantia do Tesouro Nacional.

O acordo prevê que a União injete pelo menos R$ 6 bilhões para apoiar o plano de reequilíbrio da estatal. O contrato estabelece que o recurso precisa estar disponível até o fim de 2027, mas permite que o governo defina o momento e a forma de distribuição. A inclusão no PLOA representa a previsão orçamentária, não uma transferência única no início do ano.

No sábado (29), os Correios divulgaram balanço com prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e de R$ 5,5 bilhões de janeiro a junho. Apesar de inferior ao mesmo período de 2025, o prejuízo é cerca de 30% maior que o resultado negativo acumulado do primeiro semestre. A crise financeira é marcada por sucessivos prejuízos, queda nas receitas e aumento das despesas.

O plano de reestruturação, lançado em dezembro de 2025, inclui Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de custos, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, mudanças na jornada, alterações nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e criação de marketplace próprio. No primeiro semestre, a estatal quitou operação onerosa, ampliou prazo de parte da dívida de 18 para 180 meses e concluiu captações de R$ 12 bilhões com garantia da União. Negocia nova operação de cerca de R$ 7 bilhões, em estágio avançado.

Os custos dos serviços somaram R$ 7,6 bilhões no semestre, 14% abaixo do previsto. Gastos com pessoal recuaram cerca de 4%, em parte pelo PDV. O Ebitda ficou R$ 910 milhões, 18% acima da previsão. O governo vê avanço na recuperação operacional, mas a situação ainda exige reforço de liquidez. Se o aporte mínimo não for feito, os bancos podem exigir vencimento antecipado da dívida, com quitação dos R$ 12 bilhões pela União. Em maio, o TCU determinou medidas para viabilizar o cumprimento da obrigação reestruturação dos Correios.

---

Fonte (canonical): https://www.revistavidarural.com.br/sustentabilidade/orcamento-2027-tera-aporte-r-6-bilhoes-aos-correios/
