# Reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho", diz Alckmin

> Geraldo Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade não representa retaliação ou "olho por olho" contra os Estados Unidos. O vice-presidente definiu a medida como instrumento para corrigir situação considerada injusta pelo governo brasileiro. A declaração foi feita em 21 de janeiro, acompanhada pelo ministro Márcio Elias Rosa.

*Revista Vida Rural · Sustentabilidade · 22 de julho de 2026 · Reinaldo Krieger*

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta terça-feira (21) que a Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como retaliação aos Estados Unidos, mas como instrumento para corrigir uma situação considerada injusta pelo governo brasileiro. Ele e o ministro Márcio Elias Rosa 

## Reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho", diz Alckmin

A Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma medida de retaliação aos Estados Unidos, mas como um instrumento para corrigir uma situação considerada injusta pelo governo brasileiro, disse nesta terça-feira (21) o vice-presidente Geraldo Alckmin. "A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso", afirmou Alckmin.

## Por que a reciprocidade não é retaliação?

O vice-presidente e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, concederam entrevista após reunião com empresários dos setores afetados pelo novo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Alckmin ressaltou que a Lei de Reciprocidade foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado e oferece instrumentos para uma resposta institucional, respeitando trâmites legais como consultas e audiências públicas.

## Os três eixos do pacote de apoio

O governo estruturou a resposta à sobretaxa americana em três eixos: apoio financeiro às empresas, diversificação de mercados e diálogo permanente com os setores produtivos. A medida dos EUA prevê tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de acréscimo de mais 12,5%, atingindo cerca de 18% das exportações destinadas ao mercado americano, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões.

### Crédito e flexibilização tributária

Entre as medidas em estudo está a oferta de crédito por meio do programa Brasil Soberano para capital de giro e investimentos. O governo também avalia flexibilizar temporariamente regras do regime de drawback, isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação, permitindo que exportadores que perderem mercado nos EUA tenham mais prazo para cumprir compromissos sem perder benefícios tributários.

"O fato de ser injusta, descabida e indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para primeiro socorrer quem precisa", afirmou Márcio Elias Rosa.

## Novos mercados para reduzir dependência dos EUA

A ApexBrasil intensificará a busca por novos destinos para os produtos brasileiros. Entre os mercados prioritários estão Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático, além do avanço das negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e EFTA, e Mercosul e Singapura.

## Setores mais expostos e calendário decisivo

O mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos, respondendo por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos. Na próxima sexta-feira, é aguardada definição dos EUA sobre eventual aplicação cumulativa de mais 12,5% de tarifa. Já em 29 de julho entra em vigor a sobretaxa de 25% para mercadorias em trânsito.

## Perguntas Frequentes

### O que é a Lei da Reciprocidade?

É uma legislação aprovada por unanimidade no Congresso em 2025 que oferece instrumentos para resposta institucional a medidas comerciais consideradas injustas, respeitando trâmites legais.

### Qual o valor das exportações brasileiras afetadas?

Cerca de 18% das exportações para os EUA, aproximadamente US$ 7,4 bilhões, estão sujeitas à tarifa de 25% com possibilidade de acréscimo de mais 12,5%.

### Quais setores são mais impactados?

Eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, plásticos, veículos, autopeças, borracha e calçados estão entre os segmentos mais expostos.

### O que o governo fará para ajudar os exportadores?

O pacote inclui crédito via Brasil Soberano, flexibilização do drawback, diálogo com setores produtivos e busca por novos mercados como Índia, México e Japão.

### Quando a tarifa americana entra em vigor?

Em 29 de julho de 2026, para mercadorias já em trânsito, com definição sobre acréscimo de 12,5% aguardada para esta sexta-feira.

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