Safra e Produção

Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

ResumoO dólar comercial fechou a R$ 5,089, menor cotação em um mês. A queda da moeda norte-americana reduz custos de importação e pressiona para baixo preços de combustíveis e eletrônicos. Para o consumidor, o efeito tende a ser positivo em bens dolarizados, mas o impacto em serviços e alimentos é limitado.

O dólar caiu a R$ 5,089 e fechou no menor valor em um mês. Entenda o que a queda da moeda significa para preços, custos e o bolso do consumidor.

Gustavo Della Coletta
Gustavo Della Coletta Editor de Café e Fruticultura · 09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

O dólar à vista terminou o pregão desta terça-feira cotado a R$ 5,089, com recuo de 0,79%, atingindo o menor valor de fechamento desde 7 de agosto. A queda veio em meio à movimentação dos mercados locais e ao ambiente externo favorável para moedas de países emergentes. Para o consumidor, a moeda mais barata tende a aliviar preços de produtos importados, combustíveis e pacotes de viagem, mas o impacto prático depende de quanto tempo o câmbio se mantém nesse patamar.

Durante o dia, a moeda americana oscilou entre R$ 5,1289, na máxima, e R$ 5,0713, na mínima. Com o resultado, o dólar passou a acumular queda de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa recua 1,82%, depois de subir 2,16% em agosto (Banco Central, PTAX de venda, set/2026). A sequência de quedas começou no fim de agosto, quando a moeda saiu de R$ 5,18 para os atuais R$ 5,08, segundo dados oficiais.

O cenário que derrubou o dólar também ajudou a bolsa brasileira. O Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, maior nível desde 4 de maio. O volume financeiro movimentado na B3 foi de R$ 29,76 bilhões. Os papéis da Petrobras, os mais negociados do índice, acompanharam a valorização do petróleo no exterior: as ações preferenciais subiram 2,08%, e as ordinárias avançaram 2,36%. O fluxo estrangeiro para a bolsa permaneceu positivo, com entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões de setembro.

O que explica essa combinação? A alta do petróleo, provocada por tensões no Oriente Médio e ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita, elevou o barril do tipo Brent a US$ 97,92 (+0,9%), maior nível desde 23 de julho. O WTI ganhou 1,7%, para US$ 93,03. Apesar do avanço, os contratos reduziram parte dos ganhos diante das preocupações com os efeitos dos combustíveis mais caros sobre a inflação, os juros e o crescimento econômico global.

Para o bolso do consumidor, o câmbio mais baixo tem dois lados. De um lado, ajuda a conter a alta de itens dolarizados, como eletrônicos, grãos e insumos. De outro, o petróleo em alta pressiona a gasolina e o diesel, o que pode anular parte do alívio. Na prática, quem planeja comprar um importado ou viajar para o exterior encontra um momento mais favorável, mas a queda precisa se sustentar para virar tendência de preço nas gôndolas.

Acompanhar o comportamento do dólar nos próximos pregões é essencial para o consumidor que quer aproveitar o momento de câmbio baixo sem se surpreender com repasses de custos. impacto do câmbio nos preços como o petróleo afeta o seu bolso

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