Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho
As vendas do Tesouro Direto atingiram o segundo melhor resultado da história em junho, com R$ 14,76 bilhões. O novo título Tesouro Reserva e a Selic alta impulsionaram o desempenho.
Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho
As vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior volume já registrado desde a criação do programa, em 2002. O resultado, divulgado nesta terça-feira (28) pelo Tesouro Nacional, fica R$ 30 milhões abaixo do recorde histórico de março, quando os investidores compraram R$ 14,79 bilhões em títulos públicos federais.
Em junho, as vendas do Tesouro Direto atingiram o segundo melhor resultado da história, impulsionadas pelo novo título Tesouro Reserva e pela Taxa Selic em 14,25% ao ano. O volume representa alta de 44,51% sobre maio (R$ 10,22 bilhões) e de 156,03% sobre junho de 2025.
O que explica o recorde de vendas do Tesouro Direto?
O principal motor do resultado foi o lançamento do Tesouro Reserva, um título indexado aos juros básicos que funciona como as caixinhas de bancos digitais. Em junho, as vendas do Tesouro Reserva somaram R$ 2,09 bilhões, o equivalente a 14,2% do total de R$ 14,76 bilhões.
Os títulos vinculados aos juros básicos (Selic) foram os mais procurados, com participação de 54,5% nas vendas. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) responderam por R$ 4,16 bilhões (28,2% do total). O apetite por esses papéis se explica pelo patamar elevado da Selic, que está em 14,25% ao ano.
Como os títulos indexados à inflação e prefixados se saíram?
Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) corresponderam a 34,3% das vendas de junho. A procura por esses títulos também cresceu por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses, segundo o Tesouro Nacional.
Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 16,7% das vendas. Juntos, os papéis ligados à inflação e os prefixados somam 51% do total, o que mostra diversificação na carteira dos investidores.
Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+ ainda têm participação pequena
Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 4,6% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para financiar poupança para o ensino superior, atraiu apenas 2% das vendas.
Estoque total do Tesouro Direto cresce 4,57% em junho
O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 262,47 bilhões no fim de junho. O valor representa alta de 4,57% em relação a maio (R$ 251,01 bilhões) e de 45,53% sobre junho de 2025 (R$ 180,35 bilhões). Esse crescimento ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 10,1 bilhões no último mês.
Número de investidores continua crescendo
Em junho, 261.877 novos participantes passaram a fazer parte do programa. O total de investidores cadastrados atingiu 35.853.678. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 9,53%. Já o total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 3.689.486, aumento de 21,19% em 12 meses.
Pequenos investidores dominam as operações
A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 75,4% do total de 1.530.276 operações de vendas ocorridas em junho. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7%. O valor médio por operação atingiu R$ 9.648,34.
Preferência por prazos médios
Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos entre cinco e dez anos representam 45,7% do total. As operações com prazo de até cinco anos correspondem a 37,9% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 16,4% das vendas.
O que é o Tesouro Direto e como funciona?
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar a aplicação em títulos públicos e permitir que pessoas físicas adquirissem papéis diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.
A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor das vendas do Tesouro Direto em junho?
As vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior volume da história.
Qual é o recorde histórico de vendas do Tesouro Direto?
O recorde histórico é de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões.
O que é o Tesouro Reserva?
O Tesouro Reserva é um novo título indexado aos juros básicos que funciona como as caixinhas de bancos digitais. Em junho, suas vendas somaram R$ 2,09 bilhões.
Quantos investidores o Tesouro Direto tem?
O total de investidores cadastrados atingiu 35.853.678. Os investidores ativos (com operações em aberto) chegaram a 3.689.486.
Qual o valor médio por operação no Tesouro Direto?
O valor médio por operação atingiu R$ 9.648,34 em junho. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7% do total de operações.