Sustentabilidade

Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho

ResumoO Tesouro Direto registrou em junho o segundo melhor resultado histórico de vendas, totalizando R$ 14,76 bilhões. O desempenho foi impulsionado pelo lançamento do título Tesouro Reserva e pela manutenção da taxa Selic em patamar elevado, fatores que atraíram investidores em busca de rendimentos atrativos.

As vendas do Tesouro Direto atingiram o segundo melhor resultado da história em junho, com R$ 14,76 bilhões. O novo título Tesouro Reserva e a Selic alta impulsionaram o desempenho.

Maristela Bortolini
Maristela Bortolini Editora-chefe de Agronegócio · 28 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho

Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho

As vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior volume já registrado desde a criação do programa, em 2002. O resultado, divulgado nesta terça-feira (28) pelo Tesouro Nacional, fica R$ 30 milhões abaixo do recorde histórico de março, quando os investidores compraram R$ 14,79 bilhões em títulos públicos federais.

Em junho, as vendas do Tesouro Direto atingiram o segundo melhor resultado da história, impulsionadas pelo novo título Tesouro Reserva e pela Taxa Selic em 14,25% ao ano. O volume representa alta de 44,51% sobre maio (R$ 10,22 bilhões) e de 156,03% sobre junho de 2025.

O que explica o recorde de vendas do Tesouro Direto?

O principal motor do resultado foi o lançamento do Tesouro Reserva, um título indexado aos juros básicos que funciona como as caixinhas de bancos digitais. Em junho, as vendas do Tesouro Reserva somaram R$ 2,09 bilhões, o equivalente a 14,2% do total de R$ 14,76 bilhões.

Os títulos vinculados aos juros básicos (Selic) foram os mais procurados, com participação de 54,5% nas vendas. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) responderam por R$ 4,16 bilhões (28,2% do total). O apetite por esses papéis se explica pelo patamar elevado da Selic, que está em 14,25% ao ano.

Como os títulos indexados à inflação e prefixados se saíram?

Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) corresponderam a 34,3% das vendas de junho. A procura por esses títulos também cresceu por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses, segundo o Tesouro Nacional.

Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 16,7% das vendas. Juntos, os papéis ligados à inflação e os prefixados somam 51% do total, o que mostra diversificação na carteira dos investidores.

Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+ ainda têm participação pequena

Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 4,6% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para financiar poupança para o ensino superior, atraiu apenas 2% das vendas.

Estoque total do Tesouro Direto cresce 4,57% em junho

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 262,47 bilhões no fim de junho. O valor representa alta de 4,57% em relação a maio (R$ 251,01 bilhões) e de 45,53% sobre junho de 2025 (R$ 180,35 bilhões). Esse crescimento ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 10,1 bilhões no último mês.

Número de investidores continua crescendo

Em junho, 261.877 novos participantes passaram a fazer parte do programa. O total de investidores cadastrados atingiu 35.853.678. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 9,53%. Já o total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 3.689.486, aumento de 21,19% em 12 meses.

Pequenos investidores dominam as operações

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 75,4% do total de 1.530.276 operações de vendas ocorridas em junho. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7%. O valor médio por operação atingiu R$ 9.648,34.

Preferência por prazos médios

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos entre cinco e dez anos representam 45,7% do total. As operações com prazo de até cinco anos correspondem a 37,9% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 16,4% das vendas.

O que é o Tesouro Direto e como funciona?

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar a aplicação em títulos públicos e permitir que pessoas físicas adquirissem papéis diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

Perguntas Frequentes

Qual foi o valor das vendas do Tesouro Direto em junho?

As vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior volume da história.

Qual é o recorde histórico de vendas do Tesouro Direto?

O recorde histórico é de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões.

O que é o Tesouro Reserva?

O Tesouro Reserva é um novo título indexado aos juros básicos que funciona como as caixinhas de bancos digitais. Em junho, suas vendas somaram R$ 2,09 bilhões.

Quantos investidores o Tesouro Direto tem?

O total de investidores cadastrados atingiu 35.853.678. Os investidores ativos (com operações em aberto) chegaram a 3.689.486.

Qual o valor médio por operação no Tesouro Direto?

O valor médio por operação atingiu R$ 9.648,34 em junho. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7% do total de operações.

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