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Sal: uma ameaça aos solos agrícolas do planeta

Atualmente, o sal é considerado uma ameaça grave aos solos agrícolas de todo o planeta. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa e Tecnologia Agro-Alimentar (IRTA), da Espanha, desenvolveram uma metodologia pioneira que permite que o impacto da salinização do solo seja incluído na análise do ciclo de vida da produção de alimentos. 

“As terras agrícolas são um recurso muito valioso e escasso em todo o mundo. Sua degradação é um problema particularmente sério em países como o nosso, com um árido clima mediterrâneo, onde a terra tem pouca matéria orgânica e texturas que fazem com que elas tendem a se deteriorar bastante. A longo prazo, a consequência é a perda de produtividade, fato que ameaça a sustentabilidade econômica dos agricultores e a manutenção do mundo rural. Além disso, devido ao avanço das mudanças climáticas, espera-se que essa degradação aumente”, comenta a instituição. 

Nesse sentido, a salinização do solo, que já afeta 20% das terras cultivadas em todo o mundo, apresenta novos desafios para a agricultura e o manejo de migrantes climáticos. “Surpreendentemente, essa questão ainda não foi levada em consideração em métodos de avaliação e quantificação ambiental em larga escala, como a análise do ciclo de vida (ACV)”, comenta. 

“A ACV é uma ferramenta metodológica que serve para medir o impacto ambiental de qualquer tipo de atividade humana – seja colher uma maçã, fabricar um carro ou prestar um serviço como pintar uma parede em casa – desde a obtenção das matérias-primas até o fim. Baseia-se na coleta e análise dos insumos e produtos do sistema – recursos naturais, emissões, resíduos e subprodutos – para obter dados quantitativos sobre seus potenciais impactos ambientais e, assim, ser capaz de determinar estratégias para sua minimização ou redução. A ACV é particularmente útil para comparar os impactos de dois produtos concorrentes no mercado e entre versões diferentes do mesmo produto para ver qual deles tem menos impactos (isso é chamado de design ecológico)”, conclui. 

Fonte: Agrolink

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